Literatura

História de livro

Duas Fridas

M. é uma bibliófila – eu ia dizer como eu, mas não tenho esse direito, ela me supera em muito. O amor aos livros era uma das coisas que nos unia, assim como uma grande amiga em comum e um emprego. Bom, esse também nos separava porque tínhamos cargos hierarquicamente desiguais. Mas para efeito dessa história valem nossas afinidades, e compartilhávamos o prazer da leitura com entusiasmo: podíamos falar por bastante tempo sobre o que estávamos lendo ou o que pretendíamos ler – fila que, estranhamente, nunca diminui.

Então, quando ela me pediu “Sonhei que a neve fervia” emprestei com gosto, porque nada agrada mais um leitor do que proporcionar boa leitura para outro. Sou generosa mas ciumenta com meus livros (anoto numa listinha os empréstimos). Especialmente os de gente que eu amo, como esse. Mas nem anotei quando emprestei o “Sonhei” para M., ninguém poderia ter mais…

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