Literatura

Eça entre a pintura e o cinema

Eça de Queirós

Eça de Queirós não esperou por Zola para, em 1871, na conferência do Casino, fundamentar na pintura as suas teses em favor do realismo literário e do romance como seu género maior, contra a estética do romantismo. No caso, terá falado de Courbet contra Jacques-Louis David, reportando-se a quadros que, certamente, não conhecia de visu. Depois disso, num texto apenas esboçado e parcialmente publicado, Eça voltou à pintura para de novo ilustrar a oposição entre romantismo e realismo:  o romancista deveria agir como o pintor realista, fundando-se na observação e no estudo das coisas e das figuras a representar. E assim, quando se trata de descrever a “menina Virgínia que mora ali  defronte”,  o romancista realista faz isto: em vez de a imaginar, vai vê-la: “Vai ver Virgínia, estuda-lhe a figura, os modos, a voz: – examina qual foi a sua educação; estuda o meio em que ela vive, as…

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